Bibliografia anotada
No âmbito da disciplina "Modelos de Educação a Distância", foi solicitada, a cada estudante, a elaboração de uma bibliografia anotada de três artigos indicados pela professora e de mais um, à nossa escolha.
Nunca tendo realizado nenhuma e desconhecendo, até, o que era uma bibliografia anotada, iniciei o trabalho pesquisando sobre o tema de forma a perceber o que deveria fazer. Existem muitas informações na web que me permitiram avançar com a realização do trabalho.
Após a apresentação dos trabalhos individuais, foi-nos solicitado chegar a uma versão de grupo para cada artigo sugerido. Este trabalho foi bastante desafiante, pois não é fácil chegar a consenso num grupo tão grande, essencialmente quando se trabalha de forma assíncrona. No entanto, com o contributo de todos, conseguimos chegar a textos finais bastante completos.
Aprender a redigir bibliografias anotadas será de uma grande utilidade no ano da redação da dissertação pois, ajudar-nos-á a organizar de forma mais fácil e eficiente as fontes que consultamos.
1. Aires, L. (2016). E-Learning, educação online e educação aberta : contributos para uma reflexão teórica, RIED, Vol. 19, nº 1, pp. 253-269.
Este artigo, de natureza teórica, aborda a temática do e-learning, da educação online e da educação aberta, refletindo sobre os REA, as PEA e os MOOC, para definir e delimitar estes conceitos, perante a diversidade de perspetivas que se tem verificado. São apresentadas definições/ideias elaboradas por diversos autores. Aprofunda o tema dos MOOC e apresenta quatro variáveis que os distinguem dos tradicionais cursos formais. Para melhor integrar as metodologias tradicionalmente associadas ao ensino a distância online a contextos presenciais, aconselha seguir, como referencial, a investigação sobre educação a distância. Este artigo é útil porque apresenta diversos pontos de vistas sobre os conceitos em estudo, podendo ser usado na fundamentação teórica ou na revisão da literatura de uma dissertação. Doutorada em Ciências da Educação, Luísa Aires é docente da Universidade Aberta e desenvolve investigação nos domínios da Literacia e Competências Digitais, Educação a Distância e Comunicação e Media Digitais.
2. Amante, L.; Quintas-Mendes, A. (2016 - 2018). Educação a Distância, Educação Aberta e inclusão - Dos Modelos Transmissivos às Práticas Abertas. In Inclusão Social. Tecnologias Educacionais e Educação a Distância. V.10, nº1, jul./dez. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). https://revista.ibict.br/inclusao/article/view/4172
Este artigo reflete sobre o conceito de educação e apresenta o modelo educativo que surgiu aquando da revolução industrial. Estuda os novos modelos que se ergueram com a revolução digital, focados no desenvolvimento pessoal, na inovação e na participação dos alunos na sua própria aprendizagem. Faz uma contextualização histórica das duas revoluções. Analisa o papel da EaD, dando o exemplo aprofundado da UAb. Identifica as quatro grandes linhas do EaD e apresenta um quadro sobre a evolução do EaD na UAb, do modelo convencional para o modelo virtual, refletindo sobre as mudanças que irá aportar. Apresenta e analisa os conceitos de educação aberta, REA, PEA e APA. Este artigo permite entender como o EaD é implementado e como veio alterar o paradigma da educação. Os dois autores são doutorados em Ciências da Educação e são professores na UAb. Ambos são investigadores no Laboratório de Educação a Distância e Elearning.
3. Dron, J., Anderson, T. (2012). Três gerações da pedagogia de EAD. Revista FOCO. https://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/162
Este artigo apresenta e analisa três gerações de
pedagogia de educação a distância: cognitivo-behaviorista, socioconstrutivista
e conectivista. Para cada geração, reflete sobre os seus aspetos cognitivos,
sociais e sobre a presença de ensino, indicando também os pontos fortes e
fracos de cada uma. Apresenta algumas ideias sobre a próxima geração, referindo
que deverá estar focada na questão das redes, no coletivo. Exibe uma tabela que
resume, de forma clara e concisa, todos os aspetos das três gerações. Esta é
bastante útil para entender cada modelo de ensino a distância, bem como, as diferenças
e similitudes entre eles. Ambos os autores são professores e investigadores da
Athabasca University. O primeiro estuda os aspectos sociais das tecnologias de
aprendizagem, enquanto que o segundo investiga a interação e a utilização das
redes sociais nos contextos educativos.
4. Silvano, A. (2023). Conceitos e teorias da educação a distância. In Revista Científica do Centro Universitário de Barra Mansa. Vol. 18, No. 34, p. 1-17. Centro Universitário de Barra Mansa. https://revista.ubm.br/index.php/revistacientifica/article/view/1416/396
Considerando o desenvolvimento tecnológico vivido nos últimos vinte anos, bem como, as ambiguidades quanto à interpretação do conceito do EaD, o autor entende que é necessário definir esta tipologia. Aborda quatro teorias clássicas que considera como sendo as principais bases conceptuais do EaD: independência e autonomia, industrialização, interação e comunicação e Keegan. Faz o enquadramento histórico de cada uma, caracteriza-as e apresenta as conceções de diferentes autores. Estuda as gerações de inovações tecnológicas, apresentando duas teorias sobre o tema (Garrison e nipper). Reflete sobre os novos conceitos associados ao EaD: e-learning, b-learning, MOOC, micro-learning. Este artigo é útil por apresentar as interpretações de diferentes autores. Servirá também para ter uma visão mais recente das temáticas da educação aberta/educação a distância. Mestre em Ciências da Educação, o autor é doutorando em Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação, dedicando-se mais particularmente ao EaD e ao ensino da música.
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