O que é a Educação a Distância?

 

O conceito de Educação a Distância refere-se, quanto a mim, a um modelo de ensino em que professor e alunos não se encontram no mesmo espaço físico, em que as tarefas são remetidas para os discentes, os quais as devolvem resolvidas, dentro de um determinado prazo. No século passado, esse ensino era efetuado através do envio de ficheiros/dossiers em formato papel e do envio de cassetes áudio e/ou vídeo com aulas. Através de um cronograma, o aluno tinha conhecimento dos prazos para devolução de cada dossier. Tinha a vantagem de permitir que, qualquer que fosse o local de residência, qualquer pessoa tivesse acesso ao ensino/formação. No final dos anos 80, eu fui aluna neste sistema de ensino. Vivia então em França e frequentei um curso de aprendizagem da língua portuguesa através do CNED (Centro Nacional de Ensino à Distância). Este modelo permitiu “ultrapassar” a ausência de oferta formativa no meu local de residência. Aprendi a conciliar as tarefas desse ensino à distância com as restantes tarefas do ensino regular, que também frequentava, e a organizar o meu tempo. No entanto, este tipo de ensino não proporcionava um apoio conveniente ao estudante, pois considerando os meios de comunicação do século passado, se ele tivesse uma dúvida ou dificuldade, teria de a ultrapassar sozinho, pois não estava um professor disponível para o ajudar de forma prática e constante.

Quanto a mim, o elearning será uma evolução, para melhor, do ensino à distância, juntando a este as vantagens das novas tecnologias, nomeadamente da internet. Pode revestir diferentes aspetos, ser totalmente online ou não, basear-se unicamente em sessões síncronas ou assíncronas ou adotar um sistema misto. O elearning recorre a plataformas de ensino online como, por exemplo, o Moodle. Ao contrário dos tempos pré-internet, o aluno pode contar com o apoio e orientação dos professores de forma quase instantânea. Comunica também facilmente com os restantes colegas da turma através de fóruns, o que permite debater ideias e ampliar conhecimentos. Como é óbvio, este tipo de ensino tem muitas vantagens atraindo cada vez mais interessados. Entre as mais importantes, focaria o facto de permitir que qualquer pessoa, independentemente do seu local de residência, possa frequentar um curso, gerindo o seu tempo de estudo conforme lhe for mais conveniente. Assim, possibilita conciliar vida pessoal, profissional e académica, poupar tempo (e dinheiro) das deslocações, conhecer (embora virtualmente) pessoas de outras culturas e círculos profissionais, enriquecendo os nossos conhecimentos. É, também, um ensino inclusivo, que permite que pessoas com algum tipo de cuidado de saúde especial possa estudar. Existem também desvantagens, tais como ser necessário ter uma boa rede internet, ser autodisciplinado e organizado, estar motivado, pois o risco de desistência é grande quando se trata de ensino online. O facto de o relacionamento entre alunos e entre alunos e docentes ser virtual também poderá ser um entrave para muitos, existindo o risco de “solidão digital”.

Ao longo do MAO, descobri que o mundo do elearning é muito vasto e que os meus conhecimentos são escassos, o que acaba por me motivar, pois tenho muito para aprender. Os contributos dos colegas nos fóruns fizeram-me refletir sobre novos aspetos, nomeadamente sobre a solidão e exclusão digital.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Exemplos de repositórios de recursos educacionais abertos

Avaliação Pedagógica: Caminhos de mudança

Cibercultura selon Pierre Levy | Apresentação de exemplos